Nunca se falou tanto em Sustentabilidade!

Neste momento, em que celebramos encontros de especialistas e técnicos, discutindo, pesquisando, analisando e aprovando o uso de organismos vivos (bioinsumos) no combate de pragas, cuja prática é milenar e vem avançando significativamente, podemos atestar que o Investimento Sustentável será regra no pós COVID-19.

Podemos determinar então que, investir em progresso é reconhecer que as empresas que solucionam os maiores desafios do mundo poderão estar mais bem posicionadas para crescer.

Por meio da combinação de abordagens tradicionais de investimento com perspectivas ambientais, sociais e de governança (ESG -Environmental, Social and Governance), os investidores, que incluem desde instituições globais até pessoas físicas, estarão adotando uma abordagem sustentável para perseguirem suas metas de investimento.

No Brasil, podemos destacar que as políticas para o desenvolvimento do setor de bioinsumos vem tendo um grande destaque. Produção e demanda são intensas, produtos cultivados a partir do uso de bioinsumos são seguros tanto para a saúde, como para  o meio ambiente e em alguns casos mais rentáveis para o produtor.

Sabemos que o Brasil é o melhor país do mundo quando o tema é agricultura: temos solos favoráveis, clima, água, tecnologia, produtores fortes, referência mundial em diversos produtos, desde a soja até a proteína animal, celulose, mel e frutos nativos como a castanha, e, mais do que isso, uma biodiversidade invejável.

E agora está claro que demos mais um passo: o Brasil está oficialmente, na bioeconomia.

Nunca se falou tanto em sustentabilidade!

Devemos então ficar empolgados? Sim, pois cada vez mais fica evidenciada a importância que a natureza e a sustentabilidade ganharam nos últimos anos.

Por Cris Baluta

Conheça três tendências para o mundo pós-covid

Os questionamentos e dúvidas causadas pelo coronavírus não são poucos. Com certeza você já ouviu alguma pergunta parecida com essas: Quanto tempo vai durar esse isolamento social? Qual o efeito disso para as pessoas e a economia? Quando voltaremos a vida normal? E o que gostaríamos de dizer é que a resposta certa é: para a vida normal, pelo menos para aquela vida que conhecíamos antes, provavelmente nunca iremos voltar e isso não precisa ser visto como algo ruim, pois de uma forma ou de outra, todos estão sendo transformados por essa nova realidade e voltaremos sim, mas diferentes.

Pensando nesse cenário, separamos algumas tendências de transformação da sociedade que já são comentadas há tempos, mas que com certeza serão aceleradas ainda mais pela pandemia, como a busca por uma vida mais sustentável e empresas com maior responsabilidade social. Mas nesse período também veio à tona mudanças que não eram tão perceptíveis, como o fortalecimento de valores pessoais, empatia e solidariedade, assim como o questionamento do modelo da sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo.

As transformações apontadas não serão poucas e deve atingir vários setores da sociedade, política, economia, modelos de negócios, cultura, relações sociais e a relação com o espaço público e a privacidade de um e de outro.

1. Revisão de Crenças e Valores

Essa crise de saúde pública que marca o fim do século XXI está sendo apontada por vários especialistas como um divisor de águas que irá transformar completamente o comportamento das pessoas, e consequentemente o modelo de tudo que conhecemos. Se por um lado observamos a prática de estocagem que eliminou o álcool gel das prateleiras em horas e esgotou o gás de cozinha, por outro conseguimos visualizar vizinhos se unindo para fazer compras para pessoas do grupo de risco, empresas se unindo para fazer doações para comunidades e regiões periféricas de produtos de higiene pessoal para promover o acesso a prevenção da doença e também a união de vários empresários no movimento #nãodemita que tem como objetivo não engrossar ainda mais a desigualdade social que ficou ainda mais aparente durante a pandemia.

2. O crescimento do lifestyle Menos é Mais

Não é somente a falta de dinheiro nesse período que vai guiar esse novo estilo de vida. Esse momento trouxe com ele a importância da reflexão individual sobre a relação com o consumo, que reforça uma tendência apontada há muitos anos como minimalismo. Essa mudança no comportamento das pessoas deve refletir diretamente na indústria, que precisa reforçar e adotar medidas eficazes para reduzir o impacto ambiental causado pela sua produção e mais do que nunca repensar a geração de impacto positivo para a sociedade ou no engajamento com alguma causa. Esse sentimento é gerado pela consciência que essa crise está despertando sobre o quanto o nosso tempo no planeta pode ser curto, por isso é preciso repensar e mudar os hábitos que podem destruí-lo.

3. Menos Individualismo

O hiper-individualismo, hábito adotado principalmente pelas novas gerações, que vinha sendo discutido há muitos anos, com a troca do relacionamento pessoal e presencial pela conexão virtual feito por meio de telas agora ganha uma nova configuração. Essas novas tecnologias serão usadas para fazer o investimento em bens e serviços públicos que possam ser usados por todos, com o objetivo de gerar um futuro em que todos estejam conectados reforçando o conceito de que juntos somos mais fortes.

Sabemos que o momento é difícil para todos, mas tudo isso vai passar e tudo vai ficar bem. O mundo vai ser diferente, mas essa é uma oportunidade de voltarmos melhores em vários aspectos. Por enquanto #continueemcasa que logo logo a vida volta.