Nunca se falou tanto em Sustentabilidade!

Neste momento, em que celebramos encontros de especialistas e técnicos, discutindo, pesquisando, analisando e aprovando o uso de organismos vivos (bioinsumos) no combate de pragas, cuja prática é milenar e vem avançando significativamente, podemos atestar que o Investimento Sustentável será regra no pós COVID-19.

Podemos determinar então que, investir em progresso é reconhecer que as empresas que solucionam os maiores desafios do mundo poderão estar mais bem posicionadas para crescer.

Por meio da combinação de abordagens tradicionais de investimento com perspectivas ambientais, sociais e de governança (ESG -Environmental, Social and Governance), os investidores, que incluem desde instituições globais até pessoas físicas, estarão adotando uma abordagem sustentável para perseguirem suas metas de investimento.

No Brasil, podemos destacar que as políticas para o desenvolvimento do setor de bioinsumos vem tendo um grande destaque. Produção e demanda são intensas, produtos cultivados a partir do uso de bioinsumos são seguros tanto para a saúde, como para  o meio ambiente e em alguns casos mais rentáveis para o produtor.

Sabemos que o Brasil é o melhor país do mundo quando o tema é agricultura: temos solos favoráveis, clima, água, tecnologia, produtores fortes, referência mundial em diversos produtos, desde a soja até a proteína animal, celulose, mel e frutos nativos como a castanha, e, mais do que isso, uma biodiversidade invejável.

E agora está claro que demos mais um passo: o Brasil está oficialmente, na bioeconomia.

Nunca se falou tanto em sustentabilidade!

Devemos então ficar empolgados? Sim, pois cada vez mais fica evidenciada a importância que a natureza e a sustentabilidade ganharam nos últimos anos.

Por Cris Baluta

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Bioinsumos: um passaporte para a bioeconomia pós pandemia de covid-19

Uma das principais pressões que os ecossistemas sofrem é provocada pelo desenvolvimento do agronegócio. Seja pelo avanço das áreas agricultáveis ou de pasto ou pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, o meio ambiente paga um elevado preço pela necessidade que temos em alimentar quase 8 bilhões de pessoas.

Os agrotóxicos são produtos químicos utilizados para eliminar pragas, doenças ou plantas invasoras que possam diminuir a produtividade de culturas agrícolas. Apesar deles proporcionarem incremento na produção de bens agrícolas, há uma série de impactos negativos que são causados pelo uso intensivo destas substâncias, como contaminações de rios e de lençóis freáticos, perda da fertilidade do solo, redução da biodiversidade e de populações de insetos benéficos.

Por isso, diante do constante desafio de aumentar a produção agrícola sem causar maiores danos ambientais surgem os Bioinsumos.

São considerados como Bioinsumos todos os defensivos e inoculantes agrícolas obtidos a partir de recursos biológicos. A produção de Bioinsumos, bem como a sua utilização, são exemplos de atividades bioeconômicas por capturarem valor a partir de processos biológicos e biorrecursos para produzir saúde, crescimento e desenvolvimento sustentável através da agroindústria.

O Brasil já possui 580 Bioinsumos registrados e disponíveis para consumo e aplicação. A tendência é que este número aumente ainda mais e que esse segmento se torne uma grande oportunidade para a retomada, de forma sustentável, do crescimento econômico do país na pós-pandemia do COVID-19.

Em 27 de maio de 2020, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou o Programa Nacional de Bioinsumos, visando a ampliação e o fortalecimento da utilização de Bioinsumos para o desenvolvimento sustentável da agropecuária nacional.

A aplicabilidade dos Bioinsumos é bastante ampla, englobando:

  • Produção Vegetal:
    • Controle de pragas e doenças;
    • Fertilidade do solo, nutrição de plantas e estresses abióticos;
    • Manejo de espécies vegetais;
  • Produção Animal:
    • Saúde;
    • Alimentação;
    • Aquicultura;
    • Manejo de animais;
  • Pós-colheita e Processamento:
    • Pós-colheita de produtos de origem vegetal;
    • Processamento de produtos de origem animal e vegetal.

O Programa Nacional de Bioinsumos está dimensionado para empreendimentos agrícolas de todos os portes e pretende fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação em Bioinsumos, tais como os projetos de agricultura sustentável e de baixo carbono e do hotel para insetos apoiados pelo Instituto SER.

Apesar das incertezas que vivemos atualmente, o Programa Nacional de Bioinsumos vem como uma chuva esperada, e apresenta uma possibilidade para a transformação do agronegócio em um setor mais sustentável, abrangente e dinâmico e, que em tempos de crise, novamente, será o motor que impulsionará a economia brasileira.

Por Rubia Elaine Moisa

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Economia Circular: soluções possíveis para Cidades Inteligentes

Mais de 75% da população estará vivendo em cidades a partir de 2050, segundo projeções. Além disso, há perspectivas de progresso contínuo do envelhecimento populacional, o que deve gerar um aumento de 70% na geração de resíduos até 2025. Mas, não distante, agora em 2020, devido ao isolamento social decorrente da COVID-19, já estamos vivendo essa realidade: o aumento da geração de lixo.

Pesquisa da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) estima que, por conta das medidas de quarentena e distanciamento social, poderá haver um crescimento relevante na quantidade gerada de resíduos sólidos domiciliares, entre 15 e 25%. No caso dos resíduos hospitalares em unidades de atendimento à saúde, o número aumentou consideravelmente, de 10 a 20 vezes. Diante desses dados, as boas práticas de gestão se tornam ainda mais importantes. Devemos, de forma imediata, nos atentar para a economia circular. Assim, conseguiremos amenizar impactos ambientais e tornar as nossas cidades mais inteligentes.

Dentro dessa visão de EC nota-se que novas tecnologias, compartilhamento, geração de valor, entre outros, vão muito além da restauração do capital natural e social, essa nova visão trará novas facilidades e conveniências às nossas vidas, nos deixando mais próximos de um equilíbrio ambiental.

Portanto, esse conceito deve fazer parte do repensar em relação às nossas cidades. É preciso fazer com que os cidadãos e as empresas tenham a mesma prioridade. Por meio da Economia Circular, há grandes possibilidades de inovação e crescimento. Precisamos urgentemente otimizar a utilização de recursos, isso pode ser feito pelo compartilhamento das mais diversas situações e materiais.

O fato é que tanto a Economia Circular, quanto as Cidades Inteligentes, devem passar pelo tema ambiente construído, mobilidade e produtos. Não se deve ter dúvidas de que o momento é agora, ou seja, essa é a hora de formar uma economia compartilhada e que funcione para todos. Temos que compartilhar responsabilidades, uma vez que acabamos de entrar na última década da Agenda 2020. Isso fará uma grande diferença a todos nós.

Nesse sentindo, a pergunta que fica é: seria, então, a Economia Circular uma das soluções possíveis para as Cidades Inteligentes? Provavelmente sim, pois a colocação em prática do conceito de EC trará grandes fatores de mudanças e novos modelos econômicos, que permitirão a saída de um modelo linear de produção e consumo para grandes avanços, no que se refere ao aumento da eficiência do uso de recursos. Por exemplo, uma das projeções mundiais é a de que o tamanho da classe média global dobre até 2030, isso representa aproximadamente 5 bilhões de pessoas. Com isso, pode haver uma consequente aceleração das economias de consumo, porém, com a aplicação da EC, é possível ter uma perspectiva de redução das externalidades negativas.

Hoje, estamos vivendo em um modelo de geração de valor, em que, infelizmente, o desperdício é uma constante. Então, a partir do momento que a população colocar em prática a Economia Circular poderemos trabalhar em prol da valorização da reciclagem de materiais, da recuperação energética e da introdução de matérias-primas provenientes do processo de EC em nossas cadeias de valores.

O caminho para uma nova economia está sendo construído e de forma mais acelerada do que imaginamos. Dessa forma, temos que tratar os nossos negócios de modo racional, gerindo nossos riscos, porém com o objetivo de acelerar essa transição. Podemos, então, reafirmar que a EC é uma das soluções para as Cidades Inteligentes, assim como a tecnologia da informação. Ambas devem ser implantadas a fim de possibilitar novos negócios e serviços e, com isso, teremos avanços mais eficientes em relação ao compartilhamento de conhecimento. Esse compromisso gera resultados positivos, tanto para as nossas cidades quanto aos seres humanos, trazendo mais conforto e sustentabilidade para o futuro que projetamos.

 

Por Cris Baluta |  conselheira e coordenadora do Grupo de Intercâmbio de Experiências em Meio Ambiente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK Paraná), CEO da Roadimex Ambiental Ltda e Fundadora do Instituto Ser (Sustentabilidade, Engajamento e Realização).

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Conheça três tendências para o mundo pós-covid

Os questionamentos e dúvidas causadas pelo coronavírus não são poucos. Com certeza você já ouviu alguma pergunta parecida com essas: Quanto tempo vai durar esse isolamento social? Qual o efeito disso para as pessoas e a economia? Quando voltaremos a vida normal? E o que gostaríamos de dizer é que a resposta certa é: para a vida normal, pelo menos para aquela vida que conhecíamos antes, provavelmente nunca iremos voltar e isso não precisa ser visto como algo ruim, pois de uma forma ou de outra, todos estão sendo transformados por essa nova realidade e voltaremos sim, mas diferentes.

Pensando nesse cenário, separamos algumas tendências de transformação da sociedade que já são comentadas há tempos, mas que com certeza serão aceleradas ainda mais pela pandemia, como a busca por uma vida mais sustentável e empresas com maior responsabilidade social. Mas nesse período também veio à tona mudanças que não eram tão perceptíveis, como o fortalecimento de valores pessoais, empatia e solidariedade, assim como o questionamento do modelo da sociedade baseado no consumismo e no lucro a qualquer custo.

As transformações apontadas não serão poucas e deve atingir vários setores da sociedade, política, economia, modelos de negócios, cultura, relações sociais e a relação com o espaço público e a privacidade de um e de outro.

1. Revisão de Crenças e Valores

Essa crise de saúde pública que marca o fim do século XXI está sendo apontada por vários especialistas como um divisor de águas que irá transformar completamente o comportamento das pessoas, e consequentemente o modelo de tudo que conhecemos. Se por um lado observamos a prática de estocagem que eliminou o álcool gel das prateleiras em horas e esgotou o gás de cozinha, por outro conseguimos visualizar vizinhos se unindo para fazer compras para pessoas do grupo de risco, empresas se unindo para fazer doações para comunidades e regiões periféricas de produtos de higiene pessoal para promover o acesso a prevenção da doença e também a união de vários empresários no movimento #nãodemita que tem como objetivo não engrossar ainda mais a desigualdade social que ficou ainda mais aparente durante a pandemia.

2. O crescimento do lifestyle Menos é Mais

Não é somente a falta de dinheiro nesse período que vai guiar esse novo estilo de vida. Esse momento trouxe com ele a importância da reflexão individual sobre a relação com o consumo, que reforça uma tendência apontada há muitos anos como minimalismo. Essa mudança no comportamento das pessoas deve refletir diretamente na indústria, que precisa reforçar e adotar medidas eficazes para reduzir o impacto ambiental causado pela sua produção e mais do que nunca repensar a geração de impacto positivo para a sociedade ou no engajamento com alguma causa. Esse sentimento é gerado pela consciência que essa crise está despertando sobre o quanto o nosso tempo no planeta pode ser curto, por isso é preciso repensar e mudar os hábitos que podem destruí-lo.

3. Menos Individualismo

O hiper-individualismo, hábito adotado principalmente pelas novas gerações, que vinha sendo discutido há muitos anos, com a troca do relacionamento pessoal e presencial pela conexão virtual feito por meio de telas agora ganha uma nova configuração. Essas novas tecnologias serão usadas para fazer o investimento em bens e serviços públicos que possam ser usados por todos, com o objetivo de gerar um futuro em que todos estejam conectados reforçando o conceito de que juntos somos mais fortes.

Sabemos que o momento é difícil para todos, mas tudo isso vai passar e tudo vai ficar bem. O mundo vai ser diferente, mas essa é uma oportunidade de voltarmos melhores em vários aspectos. Por enquanto #continueemcasa que logo logo a vida volta.

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