ÁGUA: O NOVO PETRÓLEO DO SÉCULO XXI?

Estamos acostumados com a ideia de que a água é um bem infinito e por conta disso podemos
utilizá-lo nas mais diversas formas sem grandes restrições. Temos esta ideia devido a abundância
com que encontramos este elemento em nosso planeta.

Essa falsa sensação ocorre porque estima-se que exista cerca de 1.234 milhões de trilhões de
litros de água na Terra. No entanto, apenas 1% deste volume representa a água disponível e
adequada para consumo humano, animal e vegetal. Ao observarmos que desse total de água
doce, apenas 0,02% estão geograficamente localizados em aquíferos superficiais ou de baixa
profundidade proporcionando uma captação menos onerosa, percebemos que nossa situação
não é confortável.

Além da água ser essencial à vida no planeta, ela também é largamente utilizada na indústria,
para geração de energia e como modal de transporte. Apesar de tantos usos essenciais, os
recursos hídricos são muito pouco valorizados. Esse paradigma ocorre justamente devido a
condição vital que a água detém, sem água não sobrevivemos mais do que três dias.

Desta forma, caso o seu consumo venha a ser cobrado seguindo uma lógica de mercado teremos
várias consequências negativas: Menos pessoas terão acesso à água potável, o preço dos
alimentos aumentará, já que o Setor Agrícola utiliza cerca de 70% de toda água consumida pela
humanidade, sem contar no valor dos produtos industrializados e da energia elétrica.

Por outro lado, uma maior valorização monetária da água promoverá o seu uso mais racional,
através da redução das perdas de água já tratada, as quais, no Brasil, chegaram, em 2018, a
38,45% do total tratado, além de ampliar o percentual de efluentes tratados lançados em corpos
hídricos, já que, no Brasil, apenas 49,1% do esgoto doméstico coletado é tratado antes de ser
devolvido aos rios.

Realmente chegar a um consenso sobre esse tema não é uma tarefa simples, uma vez que
ambos os lados têm razão em seus argumentos, os quais devem ser considerados para a
elaboração de uma proposta mais eficiente e mais social e ambientalmente justa para gestão
dos recursos hídricos.

by Rubia Elaine Moisa

[DISPLAY_ULTIMATE_SOCIAL_ICONS]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *